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Teatro, literatura, pessoas
Autor: JEFFERSON DEL RIOS
Editora: Edições Sesc
Colaboradores: Danilo Santos de Miranda, JEFFERSON DEL RIOS, JEFFERSON DEL RIOS, Fernanda Montenegro, Raul Cortez, Jorge Lavelli, José Saramago, Pedro Juan Gutiérrez, António Lobo Antunes, Ricardo Pais, Fernando Torres, Maria Velho da Costa, Sonia Braga, Gianfrancesco Guarnieri, Marília Pêra, Pedro Nava, Sadi Cabral, Maria Thereza Vargas
Avaliação:
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Código: 9788594931641
Categoria: História
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Jefferson Del Rios pertence à mais notável geração de críticos de teatro que o Brasil já viu. Dela faziam parte, em São Paulo, os decanos Décio de Almeida Prado, Sábato Magaldi, Clóvis Garcia, Miroel Silveira, Paulo Mendonça – a quem Jefferson sucedeu na Folha de S.Paulo –, Ilka Marinho Zanotto, Fausto Fuser, Alberto Guzik e Mariângela Alves de Lima. Autores, atores e encenadores podiam discordar de suas opiniões, mas as respeitavam. Um bom crítico deveria ser rigoroso, atento e sólido, e o mínimo que se exigia dele eram amplos conhecimentos gerais e vasto conhecimento de causa. Jefferson Del Rios avaliava com propriedade, substância e justiça. E, se fosse caso, também com entusiasmo.
Como fez em Macunaíma (1978), que está na nossa memória como um marco estético da cena brasileira, um espetáculo de fato, como nunca se vira antes. Pois um espetáculo de teatro, por sua natureza efêmero, subsiste no texto, na memória de quem o viu e também na crítica que se fez dele. Ao reler a crítica de Jefferson, encontramos a obra de Mário de Andrade transfigurada pelo gênio de Antunes Filho, e o estupor do público diante de tanta ousadia e beleza. Era de tirar o fôlego! Como foi também O balcão, de Jean Genet, em 1976, com a direção de Victor Garcia, responsável pela montagem, anos antes, de Cemitério de automóveis, de Fernando Arrabal, espetáculos históricos que só foram possíveis graças à arrojada iniciativa e bendita loucura de Ruth Escobar.
Um dos grandes momentos do livro trata de Fernando Arrabal, que Jefferson reencontra em São Paulo no final dos anos 1990. Ao lado de Arrabal, ele descobre nas ruas da cidade uma arqueologia de lugares-comuns incomuns, revelados por esse escritor andarilho com apurado senso do que é importante, interessante ou de ambos. Do Centro ao Museu do Ipiranga, ele percorreria geografias improváveis, embalado pelas reflexões de Arrabal sobre filosofia, arte e história, e pelas lembranças curiosas sobre amigos como Picasso, Tzara, Breton, Dalí e outros menos exuberantes, como Samuel Beckett.
Assim é a leitura de Teatro, literatura, pessoas, de Jefferson Del Rios – uma obra que nos convida a mergulhar em quase meio século da história do teatro paulista (e brasileiro) e nos permite revisitar o trabalho de escritores, dramaturgos, atores e encenadores. Muitos deles já se foram, enquanto outros permanecerão imortais. Como a grande atriz Cacilda Becker, sobre quem Jefferson discorre com emoção e lucidez. E, uma vez que todo bom crítico é bom jornalista, ele ainda nos brinda com um artigo sobre Julio Cortázar e uma entrevista com a imortal Fernanda Montenegro.
MARIA ADELAIDE AMARAL
Acabamento | Brochura |
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Páginas | 512 |
Data de publicação | 15/12/2019 |
Formato | 23 x 16 x 2.8 |
Lombada | 2.8 |
Altura | 2.8 |
Largura | 16 |
Comprimento | 23 |
Tipo | pbook |
Número da edição | 1 |
Classificações BISAC | PER011020 |
Classificações THEMA | ATD |
Idioma | por |
Peso | 0.706 |
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