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Retratos latino-americanos
A recordação letrada de intelectuais e artistas do século XX
Autor: Adolfo Castañón, Adrián Gorelik, Afrânio Garcia Jr., Aimer Granados, Alejandra Laera, Alejandro Blanco, André Botelho, Angela Alonso, Carlos Altamirano, Claudia Arroyo Quiroz, ELIDE RUGAI BASTOS, Fernanda Arêas Peixoto, Fernando Pinheiro, Fernando Degiovanni, Franciso Rodriguez Cascante, Gonzalo Aguilar, Gustavo Sorá, Heloisa Pontes, Inês de Torres, Judith Podlubne, Laura de Mello e Souza, Leopoldo Waizbort, Lilia Moritz Schwarcz, Luiz Carlos Jackson, Marcelo Ridenti, Maria Alice Rezende de Carvalho, Maria Arminda do Nascimento Arruda, Martín Bergel, Mauricio Tenorio Trillo, Nora Catelli, Rafael Rojas, Regina Aída Crespo, Ricardo Arias Trujillo, Ricardo Benzaquén de Araújo, Ricardo Martínez Mazzola, Sergio Ugalde Quintana, Victor Díaz Arciniega
Editora: Edições Sesc
Avaliação:
R$ 95,00 á vista
Em até 4 de 23.75 s/juros
Fora de estoqueCódigo: 9788594931931
Categoria: AutoBiografias
Descrição Saiba mais informações
Texto de orelha: Existe, nas práticas de autoconhecimento das civi-
lizações milenares, um postulado de que a men-
te registra tudo aquilo que percebemos ao longo
de nossa vida, desde a gestação. O acesso a tais
memórias – um autêntico arquivo integral de uma
vida, guardado na própria tessitura do corpo e do
espírito – seria possível através de exercícios de in-
ternalização da consciência. Memória fotográfica,
diríamos. Nossa civilização tecnológica, que relu-
ta em acreditar em afirmações desse jaez, recor-
re a uma metáfora maquínica para exprimir uma
faculdade semelhante – mas, ainda assim, parcial
e hipotética. A apreensão e o armazenamento do
conjunto de experiências sensoriais e mentais de
uma pessoa, caso isso fosse factível tecnicamente,
certamente implicariam uma quantidade de da-
dos superior, em várias ordens de magnitude, à de
qualquer sistema informático conhecido.
Fato é que vivenciamos a memória como algo
fugidio. A psicologia e a neurociência fornecem vá-
rias explicações para a capacidade limitada da me-
mória humana. E, apesar de avanços assombrosos,
a nossa memória externa, contida em códigos escri-
tos ou sistemas eletrônicos, também se depara com
restrições muito evidentes. Seja qual for o suporte,
o input de informações depende sempre da escolha
de agentes humanos. Memória limitada, portan-
to seletiva. O registro dos fatos passados, como se
afirma lucidamente nesta coletânea, é muito menos
reprodução e muito mais reconstrução.
Por isso, ao abordar a escrita da memória como
um artifício do discurso, este livro desvela as fron-
teiras e os diálogos com outros gêneros e tradições
literárias. Assim como as gestas de cavaleiros são
tingidas de fantasia, as crônicas dos viajantes se
valem também da retórica e da imaginação e a
escrita do eu põe em perspectiva uma visão espe-
cífica do fato narrado, a historiografia desenvolve
um projeto social, político e ideológico. O relato
dos acontecimentos nunca pode ser neutro, pois
implica invariavelmente uma opinião sobre a im-
portância e o significado destes.
Organizado pelos professores Sergio Miceli
e Jorge Myers, este é um dos estudos mais com-
pletos e detalhados da literatura memorialística
produzida na América Latina no século XX. Em
conjunto, o objetivo dos 37 ensaios – sobre autores
e intelectuais do Uruguai à ilha de Cuba, passando
por Argentina, Peru, Brasil, Colômbia, Venezuela,
República Dominicana e México – é mostrar a es-
pecificidade da escrita memorialística nessa por-
ção do continente, que não se reduz à imitação de
modelos provenientes da Europa ou dos Estados
Unidos e constitui uma tradição própria, marcada
pelo ecletismo.
Esta coletânea acerta igualmente ao mostrar
que a escrita da memória não é um ato meramente
individual, mas um ato social inserido numa cole-
tividade que o condiciona no tempo e no espaço.
E a decisão de escrever e publicar as vivências e
impressões do ou da memorialista interfere nessa
realidade. Assim, apontam os ensaios aqui conti-
dos, a formação de uma tradição memorialística
distinta na América Latina participa da constru-
ção de uma identidade latino-americana. Quem
sabe, ao tomar conhecimento dela nestas páginas,
o Brasil, ao contrário do dito popular, possa não
ser mais um país sem memória.
Páginas | 500 |
---|---|
Data de publicação | 22/10/2019 |
Formato | 25 x 19 x 2 |
Largura | 19 |
Comprimento | 25 |
Acabamento | Brochura |
Lombada | 2 |
Altura | 2 |
Tipo | pbook |
Número da edição | 1 |
Subtitulo | A recordação letrada de intelectuais e artistas do século XX |
Classificações BISAC | BIO025000; BIO007000; BIO026000; LIT024050 |
Classificações THEMA | DNC; DNBL; DSBH; KNT |
Idioma | por |
Peso | 0.91 |
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