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Modernismo
O lado oposto e os outros lados
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Comemorações de centenários, como o da Semana de Arte Moderna de 1922, são importantes e oportunas para revisitar o passado cultural brasileiro. É indubitável que o espírito modernista de experimentação e de busca de novas vertentes artísticas modificou e dinamizou profundamente a paisagem cultural brasileira. Mas também consagrou fórmulas estéticas, reforçando, de um lado, a antítese a todos os significados estéreis do passado e, de outro, as imagens de um novo início, quase que uma completa refundação da cultura brasileira. Gerou ainda um cânone que inibiu interpretações mais distanciadas e críticas de obras e autores consagrados e renegou novas experiências, ao rotular como desviantes obras que não se encaixaram no programa estético ou no rol das linguagens batizadas como modernistas.
Um artigo de 1926 do jovem Sérgio Buarque de Holanda, que foi um autêntico divisor de águas no movimento anunciado em 1922, inspira o título deste livro no qual dezenove pesquisadores, altamente qualificados, revisitam aqueles “outros lados”, obscurecidos pela exaltação vanguardista da estética moderna e que ficaram de fora das efemérides dos últimos cem anos.
Deixada de lado pela estética modernista, a arte de contar boas histórias – seja de tramas policiais para adultos ou em linguagem sem ferrugem para crianças – criou novos pactos de leitura que passaram ao largo da atmosfera modernista. De Lima Barreto a Carolina de Jesus, muitos escritores experimentaram dolorosamente o preconceito e a exclusão social, forjando suas escritas num universo da parcimônia, da intensidade e da escassez. Cientistas, como o aracnólogo Cândido Leitão; artistas do traço – como o incrível J. Carlos e mulheres como Rian, Hilde Weber e Pagu; experimentos teatrais de artistas desenraizados; publicações regionais ignoradas; instrutivos passeios pelas estátuas e monumentos paulistas; a paisagem de uma São Paulo cheia de bichos; – e até mesmo o relato de um dramático bandeirante em pleno século XX – tudo isto aparece nos oito blocos temáticos que exploram os “outros lados” do Modernismo, que não se pretendem nem completos nem definitivos, pois permitem vislumbrar muitos outros lados a serem redescobertos na história da cultura brasileira.
Páginas | 552 |
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Data de publicação | 26/03/2022 |
Formato | 22.8 x 16 x 2.5 |
Largura | 16 |
Comprimento | 22.8 |
Acabamento | Brochura Com Orelhas Duplas |
Lombada | 2.5 |
Altura | 2.5 |
Tipo | pbook |
Número da edição | 1 |
Subtitulo | O lado oposto e os outros lados |
Classificações BISAC | LIT024050; LIT004100 |
Classificações THEMA | DSBH; DSC; DSG; DSK; DSY |
Idioma | por |
Peso | 0.748 |