- 0
Memórias sertanistas
Cem anos de indigenismo no Brasil
Autor: Felipe Milanez
Editora: Edições Sesc
Colaboradores: Danilo Santos de Miranda, Betty Mindlin, Felipe Milanez, Felipe Milanez, Afukaka Kuikuro, Paulo Supretaprã Xavante, Afonso Alves da Cruz, José Porfírio Fontenele de Carvalho, Fiorello Parise, Odenir Pinto, Sydney Possuelo, Wellington Gomes Figueiredo, José Meirelles, Marcelo dos Santos, Altair Algayer, Jair Candor
Avaliação:
R$ 70,00 á vista
Em até 4 de 17.50 s/juros
Fora de estoqueCódigo: 9788579951770
Categoria: Sociologia
Descrição Saiba mais informações
A prática sertanista para a defesa dos povos indígenas é relativamente recente. Oposto ao sertanismo de bandeira, que, entre outros objetivos, visava a conquista de riquezas, o sertanismo indigenista tem como propósito principal garantir a sobrevivência de povos indígenas, isolados ou não. Teve início com a atuação do marechal Cândido Rondon, o primeiro sertanista indigenista, e com a criação do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), sucedido em 1967 pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
Em 2010, o Sesc São Paulo realizou o encontro Memórias sertanistas: cem anos de indigenismo no Brasil, organizado pelo jornalista e cientista social Felipe Milanez, que reuniu especialistas na cultura indígena para discutir os cem anos do sertanismo indigenista no país e conhecer a atuação desses profissionais na defesa dos povos indígenas.
Resultante desse evento a presente obra, divida em cinco partes, traça um abrangente painel sobre o sertanismo no contexto das questões indígenas no país. Na primeira delas, é apresentada a história dos sertanistas, resgatando a memória dos precursores interessados em defender os primeiros habitantes e chegando até o período mais recente, com a criação do Departamento de Índios Isolados e as Frentes de Proteção Etnoambiental. A parte dois trata da resistência às políticas institucionais adotadas pelos sucessivos governos militares entre 1964 e 1985, e da criação da Funai, em 1967. Na terceira parte, dois líderes indígenas, Afukaka Kuikuro, do alto-xingu, e o xavante Paulo Supretaprã analisam a convivência com a cultura dos warazu (invasores). Seguem-se, então, os relatos memorialísticos de dez sertanistas que, atuando em diferentes lugares do país, compartilham suas experiências e trajetórias marcadas por profundo engajamento na defesa dos direitos dos índios. A quinta e última parte trata do futuro da tradição sertanista, na qual se adverte que no futuro, mais ainda do que no passado, o destino está nas mãos dos próprios indígenas. E quanto mais eles conseguirem apoio de gente como os sertanistas, melhores chances terão de enfrentar as ameaças e lutar por autonomia.
Doze personagens incomuns (treze com o autor) narram suas histórias de vida, descrevendo seus principais feitos e realizações. Em cada um dos relatos – envolventes, genuínos, vibrantes – surgem, de um lado, dolorosas reflexões acerca de um mundo bipartido entre vencedores e vencidos e, de outro, lembranças orgulhosas de muitas conquistas alcançadas. Os protagonistas são bastante diferentes entre si, mas “iguais na causa, no desprendimento e na generosidade de doar sua vida aos outros”, conforme afirma a antropóloga Betty Mindlin no prefácio do livro.
Páginas | 424 |
---|---|
Data de publicação | 14/01/2022 |
Formato | 25 x 19 x 2.5 |
Largura | 19 |
Comprimento | 25 |
Acabamento | Brochura |
Lombada | 2.5 |
Altura | 2.5 |
Tipo | pbook |
Número da edição | 2 |
Subtitulo | Cem anos de indigenismo no Brasil |
Classificações BISAC | SOC062000 |
Classificações THEMA | JBSL11 |
Idioma | por |
Peso | 0.845 |
Loading...