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As luzes
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Nos poemas de As luzes, os leitores logo reconhecerão a inteligência e a criatividade que consagraram Ben Lerner como um dos principais nomes da literatura norte-americana recente. Seus versos nos ensinam que escrever poesia pode ser uma excelente forma de conversar: fazer com que as vozes troquem de lugar e, assim, teçam experiências vivas: “a meta é estar dos dois lados do poema,/ transitando entre mim e você”.
Com os pés no chão, os olhos ligados no cotidiano e os ouvidos muito atentos à trama infinita das falas que se projetam ao redor — do avô que inventava provérbios ao poeta compondo “canções tradicionais” para as filhas, do poema mais antigo da língua inglesa aos papos com amigos e familiares, dos áudios pessoais aos pronunciamentos de autoridades e especialistas no noticiário —, a imaginação de Lerner se alimenta de uma atenção detalhista para a vida, capaz de encontrar poesia em tudo de que os dias são feitos.
Em seu já clássico ensaio O ódio pela poesia, que também chega agora às livrarias em edição da Fósforo, o autor afirma que “‘poesia’ é uma palavra para o lugar de encontro entre o privado e o público, entre o interno e o externo”. Sem dúvida, As luzes, traduzido por Maria Cecilia Brandi, é um belo exemplo dessa forma de ver a arte dos versos, porque cada poema reflete em nossa direção, brilha intensamente mesmo a partir de triviais cenas domésticas — catar piolhos ou conversar com as meninas sobre o estranho trabalho de “modelar vogais”, que, aliás, Lerner executa lindamente.
Páginas | 128 |
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Data de publicação | 01/04/2025 |
Formato | 20 x 13.5 x 1 |
Largura | 13.5 |
Comprimento | 20 |
Tipo | pbook |
Número da edição | 1 |
Classificações BISAC | POE000000 |
Classificações THEMA | DCC; DC |
Idioma | por |
Peso | 0.154 |
Lombada | 1 |
Acabamento | Brochura |
Altura | 1 |